Convênios aceitos para vacinação: Medicervice, Unafisco, Coelba e Vale do Rio doce.
Veja a relação de doenças que podem ser prevenidas por vacinas.
Doença causada por vírus (mixovirus), caracterizada por tumefação dolorosa das parótidas. Ocasionalmente pode acometer outras glândulas salivares. Além do edema localizado logo abaixo da orelha, uni ou bilateral, ocorre dor ao abrir a boca e para mastigar, febre baixa, mal-estar e dores musculares. Embora as complicações sejam raras, em homens pode ocasionar orquite, caracterizada por edema e dor testicular, uni ou bilateral, que pode levar a esterilidade, neste último caso.
Vacina
A vacina contra a Caxumba é um dos componentes da tríplice viral (Sarampo, Caxumba e Rubéola, composta por vírus vivos atenuados. Deve ser tomada aos 12 meses, com reforço, entre 4 e 6 anos. A vacina é segura e raramente ocorrem eventos adversos como dor, edema e vermelhidão local. Raramente, pode ocorrer febre, mal-estar e exantema de curta duração, relacionado ao componente sarampo ou rubéola. Como é uma vacina que na sua composição tem vírus vivo atenuado, não deve ser utilizada nas mulheres grávidas, e a gravidez deve ser evitada até 30 dias após a vacinação. Pessoas com alguma imunodeficiência imunológica devem ser submetidas a uma triagem médica antes da vacinação. A vacina contra caxumba também é disponível combinada com as vacinas contra sarampo, rubeola e varicela, chamada tetraviral.
Doença respiratória causada pela bactéria Bordetella Pertussis, altamente contagiosa através do contato com secreção respiratória de pessoas infectadas. É mais comum na infância, mas pode ocorrer em adolescentes e adultos. A característica principal da doença é a tosse intensa que ocorre em surtos. A duração pode chegar a quatro semanas e pode ocorrer complicações, como broncopneumonia e otite. O tratamento é feito com antibióticos.
Vacina
A vacina contra Coqueluche é representada pelo componente “Pertussis” da tríplice bacteriana (Difteria, Tétano e Coqueluche). A vacina é aplicada no 2º, 4º, 6º e 15º mês de vida, podendo ser utilizada a DPT ou DPaT, sendo que esta última forma é mais purificada e causa menos efeitos colaterais. Ambas podem ser encontradas isoladamente ou combinada com outras vacinas, a exemplo da Hepatite B, Haemophilus influenzae e Poliomielite. Um reforço é preconizado entre os quatro e seis anos ou entre 11 e 14 anos e, a partir daí, a cada década. A vacina é segura, mas pode causar, em um percentual pequeno, casos de dor, edema e vermelhidão no local da aplicação, assim como febre, nas primeiras 48 horas após a utilização. A utilização da DPT acelular reduz este tipo de reação. Reações mais graves são extremamente raras. É contra-indicada em casos de reação alérgica aos componentes da vacina e para aqueles que tiverem apresentado reações graves e de hipersensibilidade após administração prévia da vacina.
É uma doença causada por uma toxina bacteriana, transmissível pelo contato com a pessoa infectada. A forma respiratória é a principal e mais grave, caracterizada por dor de garganta, febre baixa e uma membrana aderente nas amídalas, faringe ou nariz. As principais complicações são: miocardite, polineurites e obstrução das vias respiratórias. Mais freqüente em crianças, atualmente existe registros de muitos casos em adultos, por não tomar as doses de reforço da vacina.
Vacina
A vacina contra Difteria faz parte da tríplice bacteriana (Difteria, Tétano e Coqueluche) ou da dupla bacteriana (Difteria e Tétano). A vacina é aplicada no 2º, 4º, 6º e 15º mês de vida, podendo ser utilizada a DPT ou DPaT, sendo que esta última forma é mais purificada e causa menos efeitos colaterais. Ambas podem ser encontradas isoladamente ou combinada com outras vacinas, a exemplo da Hepatite B, Haemophilus influenzae e Poliomielite. Um reforço é preconizado entre os quatro e seis anos ou entre 11 e 14 anos e, a partir daí, a cada década. A vacina é segura e pode causar, em um percentual pequeno, casos, dor, edema e vermelhidão no local da aplicação, assim como febre, nas primeiras 48 horas após a utilização. A utilização da DPT acelular reduz este tipo de reação. Reações mais graves são extremamente raras. É contra-indicada em casos de reação alérgica aos componentes da vacina e para aqueles que tiverem apresentado reações graves e de hipersensibilidade após administração prévia da vacina.
Doença viral aguda, causada por um Flavivírus, pode apresentar de formas leves a moderadas (90% dos casos) até formas muito graves. Caracterizada pela presença de febre alta de início, dores musculares, mal-estar geral e aparecimento posterior de diarréia, vômitos, icterícia (olhos e pele amarelados) e sangramentos. Existem as formas silvestre e urbana da doença, na primeira, a transmissão se dá através do mosquito do gênero Haemagogus e Sabeths e, na segunda, pelo Aedes aegypti (também transmissor do vírus da Dengue). A forma urbana foi erradicada do Brasil em 1942, já a forma silvestre não pode ser erradicada em função da sua dinamica epidemiológica e acontece em várias regiões do Brasil. Todos os casos registrados até o momento em humanos, em janeiro de 2008, são casos silvestres da doença. A transmissão ocorre apenas com a picada dos mosquitos, não existindo transmissão inter-humana.
Vacina
É composta por vírus vivo atenuado, considerada segura e 100% eficaz na prevenção da Febre Amarela. É indicada no calendário básico de imunização a partir de 9 meses de idade em dose única, com reforço a cada 10 anos. Indicada também para pessoas que vão viajar para áreas endêmicas da doença. Na Bahia, 73 municípios são considerados áreas de risco para Febre Amarela, e as populações devem ser vacinadas (verifique a lista no endereço eletrônico: www.saude.ba.gov.br/noticias/noticia.asp?NOTICIA=3614). As reações adversas mais comuns são mal-estar, febre baixa, dores musculares e cefaléia. Reações graves, como “doença neurológica associada ? vacina” (mais comum é a encefalite) ou “visceralização” são raras. É contra-indicada em crianças menores de seis meses de idade, na gravidez e em pessoas com imunodepressão. Pessoas com alguma imunodeficiência imunológica devem ser submetidas a uma triagem médica antes da vacinação.
Doença causada pelo vírus Influenza, transmissível através de contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas. Caracterizada por febre, mal-estar, cefaléia e dores musculares, além de congestão nasal, tosse seca e dor de garganta. Complicações como pneumonia, bronquite e sinusite são mais comuns em crianças pequenas e idosos, assim como em portadores de imunodeficiência e portadores de doenças crônica
Vacina
A vacina é composta por cepas do vírus Influenza, sendo que a composição pode ser alterada anualmente com base nos principais vírus em circulação do ano anterior. Pode ser utilizada a partir de 6 meses de idade, sendo especialmente indicada para crianças e adultos com doenças pulmonares, cardiopatias, diabetes mellitus e neuropatas crônicos; profissionais de saúde e outras situações clínicas, além de pessoas hígidas. Em crianças que se vacinam a primeira vez, com idade entre 6 meses e 8 anos, o esquema de vacinação é sempre em duas doses, com intervalo de 30 dias. A partir do segundo ano de vacinação, é utilizada apenas uma dose. Se a primeira vacinação é realizada a partir dos 9 anos, o esquema é de apenas uma dose anual. A vacina deve ser repetida anualmente, pois sua composição é atualizada periodicamente de acordo com as orientações da Organização Mundial de Saúde. Após a vacinação, podem ocorrer raramente, febre, dor e vermelhidão no local, com duração de 48 a 72 horas.
As hepatites virais são doenças infecciosas de transmissão inter-humana, evolução aguda ou crônica e que constituem problemas de saúde pública. A hepatite A é transmissível através do consumo de água ou alimentos contaminados e mais raramente por contato pessoa-a-pessoa. A hepatite B é transmissível por contato sexual, contato com sangue e secreções contaminados e transmissão da mãe para o filho. Entre outros vírus que causam hepatites, o virus C é transmitido principalmente através do contato com sangue contaminado e não há vacina para sua prevenção. A hepatite aguda se manifesta por mal-estar geral, náuseas, falta de apetite e vômitos, além de febre na fase inicial e icterícia (olhos amarelados). A forma crônica não é descrita na hepatite A e é muito importante nas hepatites B e C, ambas podem ser assintomáticas, sendo o diagnóstico realizado por exames laboratoriais.
Vacina
A vacina contra hepatite A é utilizada a partir de 12 meses em esquema de duas doses. Pode ser associada ? vacina contra hepatite B, em esquema de três doses. A vacina contra hepatite B é utilizada em esquema de três doses (0, 1 e 6 meses), sendo a primeira dose logo ao nascer. Esta vacina é disponível isoladamente ou combinada com outras vacinas. Estas vacinas são seguras e eficazes, sendo comum a ocorrência de dor no local da aplicação.
O HPV tem alta prevalência na população, sendo conhecido mais de 200 subtipos, sendo que mais de 40 causam doenças no homem. A doença mais frequente é o condiloma (verruga genital), entretanto o HPV também pode causar neoplasia de colo de útero (90% dos casos está relacionada ao HPV e mais raramente outros canceres como o câncer de pênis. A principal forma de transmissão é através do contato sexual, sendo considerada uma doença sexualmente transmissível (DST).
Vacina
A vacina contra HPV está indicada para mulheres e homens na faixa etária entre 09 e 26 anos, com ou sem exposição anterior ao virus. Em outros países a vacina é indicada para mulheres de 9 a 46 anos. Existem duas vacinas disponíveis contra o HPV, a bivalente que tem como objetivo a prevenção de câncer e a quadrivalente, que previne também de verrugas genitais. Os esquemas vacinais são de três doses, variando o intervalo entre elas de acordo com a vacina escolhida. A vacina contra o HPV é considerada a “primeira vacina contra câncer” e é extremamente segura, com raros relatos de reações adversas, sendo as mais frequentes, dor, vermelhidão e edema no local da aplicação. Veja mais informações aqui.
Bactéria cujo nome científico é Neisseria meningitidis, tem vários sorogrupos, é causa de algumas doenças como Meningite meningocócica e meningococcemia (infecção generalizada pelo meningococo), podendo ocorrer formas mistas. A forma de Meningite se manifesta com febre, cefaléia, náuseas, vômitos e rigidez de nuca; a meningococcemia pode apresentar febre e lesões de pele. A transmissão se dá por contato com secreção respiratória de pessoas infectadas pela bactéria (saudáveis ou doentes). O Meningococo C vem aumentando sua frequencia, sendo responsável por 70% dos casos endêmicos da doença no Brasil.
Vacina
A vacina contra o Meningococo C é segura e eficaz. No Brasil a vacina é disponibilizada isoladamente ou associada ao tipo A. A resposta imunológica ? vacina isolada contra o Meningococo C é mais eficaz que a associada ao tipo A. O número de doses do esquema vacinal é variável, conforme a idade da pessoa. Em crianças acima dos 12 meses de idade, adolescentes, adultos e idosos é utilizada apenas uma dose da vacina. As reações adversas são raras, sendo mais comum febre, dor, edema e vermelhidão no local da aplicação.
Poliomielite (Paralisia infantil) »
Doença causada pelo poliovírus, mais freqüente em crianças. A maioria dos casos é assintomático mas pode ocorrer a paralisia flácida, forma mais grave da doença, que ocorre em um pequeno percentual de casos. Os últimos casos de Poliomielite no Brasil foram em 1989 e, nas Américas, em 1991. Apesar da erradicação da doença nas Américas, ainda existem casos em outros países, o que faz com que continue a existir o risco de introdução do vírus no território nacional, motivo pelo qual a vacinação continua sendo indicada.
Vacina
Existem duas vacinas disponíveis para uso, a vacina aplicada por via oral (VOP ou Sabin) e a vacina aplicada por via intramuscular (VIP ou Salk). A Sabin é composta por vírus vivos atenuado e a Salk por vírus inativados. Os esquemas vacinais são semelhantes, com doses aos 2, 4 e 6 meses e com reforço aos 15 meses de idade. É também indicada a participação nas campanhas. A principal diferença entre as vacinas está na possibilidade, ainda que remota, do desencadeamento da poliomielite vacinal através da vacina oral, o que não se verifica com a vacina por via intramuscular. Devido a isto, os países desenvolvidos só utilizam a VIP, que também é recomendada pela Sociedade Brasileira de Pediatria e Sociedade Brasileira de Imunização. A VIP existe em combinação com outras vacinas, como DPaT, HIB e Hepatite B.
É uma bactéria causadora de algumas doenças como Meningite, Pneumonia e Otite, cujo nome científico é Streptococcus pneumoniae. As manifestações clínicas dependem da doença apresentada, os casos mais graves ocorrem em crianças menores de um ano de idade, maiores de 60 anos e pessoas com doenças crônicas ou com imunodeficiências, incluindo a ausência de baço. A bactéria pode ser transmitida por contato com secreções respiratórias de portadores doentes. A Meningite é a doença mais temida causada pelo Pneumococo, pois tem mortalidade elevada e pode deixar seqüelas diversas.
Vacina
Existem, até o momento, duas apresentações da vacina contra o Pneumococo, que apresentam variedade do número de sorotipos que contêm. A vacina 7 Valente é conjugada – composta por sete sorotipos, dando cobertura para quase todos os mais prevalentes no Brasil. A vacina deve ser utilizada no 2º, 4º e 6º mês de vida, com um reforço aos 15 meses. A vacina 23 Valente é polissacarídica, não deve ser utilizada antes dos dois anos de idade. Deve ser utilizada em dose única. Em pessoas com imunodeficiência, um reforço deve ser aplicado com 5 anos de intervalo. As vacinas anti-pneumocócicas fazem parte dos calendários vacinais oficiais de vários países desenvolvidos e, no Brasil, é indicada para todas as crianças pela Sociedade Brasileira de Pediatria e Sociedade Brasileira de Imunização. São especialmente indicadas para pessoas com imunodeficiência, portadores de doenças crônicas e maiores de 60 anos. Nestes casos as vacinas são disponibilizadas nos CRIEs (Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais) da UFBA e Hospital Couto Maia. As reações adversas são infreqüentes e principalmente locais, como dor, edema e vermelhidão local. Pode também ocorrer febre. As vacinas estão contra-indicadas para pessoas que tiveram reação alérgica grave a uma dose anterior desta vacina ou a algum dos seus componentes.
É considerado a principal causa de gastroenterites e óbito de crianças em todo o mundo. A doença se caracteriza por diarréia de início abrupto, vômitos e febre alta, podendo evoluir para desidratação. Os casos mais graves ocorrem em crianças menores de dois anos de idade. É transmissível através do consumo de água ou alimentos contaminados. Existem duas vacinas disponíveis, ambas são utilizadas por via oral, sendo uma delas monovalente (RV1) e a outra pentavalente (RV5).
Vacina
A vacina contra Rotavirus apresenta um esquema de aplicação que deve ser seguido rigorosamente. A sua utilização é unicamente por via oral. A vacina é considerada segura e eficaz dentro da faixa etária preconizada para o seu uso. A idade mínima para aplicação de qualquer das duas vacinas disponíveis é de 6 semanas. A idade máxima para aplicação da primeira dose é de 12 semanas para a RV5 e 14 semanas para RV1. A idade máxima para aplicação da terceira dose é de 24 semanas para RV1 e 32 semanas para RV5, sendo o intervalo mínimo entre as doses de 4 semanas. Risco de invaginação intestinal já foi documentado e por essa razão sangramento após vacinação deve ser comunicado e a criança acompanhada. Essa vacina é contra-indicada em crianças com imunodeficiência congênita ou adquirida, pessoas que fazem quimioterapia e/ou radioterapia, que apresentaram reação alérgica grave após a utilização da vacina, ou doença intestinal crônica.
Doença causada por vírus, transmissível através das secreções respiratórias. É uma doença exantemática, com duração de 3 a 5 dias, caracterizada por febre, mal-estar, adenomegalia cervical e lesão de pele. A principal preocupação com a Rubéola ocorre devido a possibilidade de transmissão para o feto, pois quando a mãe é infectada durante a gravidez, pode ocasionar a Síndrome da Rubéola Congênita. Esta síndrome é mais freqüente quando a infecção fetal ocorre no primeiro trimestre da gestação, podendo levar o aparecimento de manifestações graves no recém-nascido, como as oculares, cardíacas e cerebrais. Em 2007, casos de Rubéola voltaram a preocupar as autoridades sanitárias da Bahia, que intensificaram a vacinação, tendo como alvo principal a população do sexo masculino, uma vez que, devido ? rubéola congênita, as campanhas anteriores haviam priorizado as mulheres.
Vacina
A vacina da Rubéola é um dos componentes da Tríplice Viral (Sarampo, Caxumba e Rubéola) ou Dupla Viral (Sarampo e Rubéola), composta por vírus vivos atenuados. Deve ser aplicada aos 12 meses, com reforço entre 4 e 6 anos. A vacina é segura e raramente ocorrem eventos adversos. São incomuns relatos de ardor após a aplicação, dor, edema ou vermelhidão local. Em casos raros, pode ocorrer febre, mal-estar e exantema de curta duração, relacionado ao componente Sarampo ou Rubéola. Devido a composição por vírus vivo atenuado, não se deve utilizar em grávidas. As mulheres devem evitar gravidez pelo período de um mês após a vacinação. Deve ser utilizada com cautela em pacientes com imunodeficiência e, em alguns casos, é até contra-indicada.
Doença causada por vírus (Paramyxovirus), é altamente contagiosa. Caracteriza-se por febre, tosse, conjuntivite e erupção cultânea difusa e pruriginosa. Pode ser grave em crianças desnutridas ou com imunodeficiências.
Vacina
A vacina do Sarampo é um dos componentes da Tríplice Viral (Sarampo, Caxumba e Rubéola) ou Dupla Viral (Sarampo e Rubéola), composta por vírus vivos atenuados. Deve ser usada aos 12 meses, com reforço entre 4 e 6 anos. A vacina é segura e raramente ocorrem eventos adversos. São incomuns relatos de ardor após a aplicação, dor, edema ou vermelhidão local. Em casos raros, podem ocorrer febres, mal-estar e exantema relacionado aos componente Sarampo ou Rubéola, de curta duração (48h). Devido a composição por vírus vivos inativados, não deveser utilizar em mulheres grávidas. As mulheres devem evitar gravidez pelo período de um mês pós a vacinação. Deve ser utilizada com cautela em pacientes com imunodeficiência e, em alguns casos, é contra-indicada.
É uma doença do sistema nervoso, causada por uma toxina bacteriana. É mais comum nas regiões agrícolas dos países em desenvolvimento. A doença é caracterizada por rigidez ou espasmos musculares localizados que se generalizam e são induzidos por estímulos sensoriais. A morte pode ocorrer de 11 a 90% dos casos, dependendo dos recursos técnicos disponíveis em cada país, sendo que as taxas mais elevadas ocorrem nos recém-nascidos (tétano neonatal) e em idosos.
Vacina
A vacina contra Tétano faz parte da tríplice bacteriana (Difteria, Tétano e Coqueluche) ou da dupla bacteriana (Difteria e Tétano). A vacina é feita no 2º, 4º, 6º e 15º mês de vida, podendo ser utilizada a DPT ou DPaT, sendo que esta última forma é mais purificada e causa menos efeitos colaterais. Ambas podem ser encontradas isoladamente ou combinada com outras vacinas, a exemplo da Hepatite B, Haemophilus influenzae e Poliomielite. Um reforço é preconizado entre os quatro e seis anos ou entre 11 e 14 anos e, a partir daí, a cada década. A vacina é segura e pode causar, em um percentual pequeno, casos de dor, edema e vermelhidão no local da aplicação, assim como febre, nas primeiras 48 horas após a utilização. A utilização da DPT acelular reduz este tipo de reação. Reações mais graves são extremamente raras. É contra-indicada em casos de reação alérgica aos componentes da vacina e para aqueles que tiverem apresentado reações graves e de hipersensibilidade após administração prévia da vacina.
Doença infecciosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis, endêmica no Brasil, que apresenta várias formas: pulmonar, cutânea, ganglionar, meningite, disseminada entre outras. A manifestação presente na maioria dos casos é febre baixa, vespertina e prolongada, entretanto cada forma tem manifestações específicas como no caso da pulmonar onde a tosse é o principal sintoma. A transmissão ocorre por contato com secreções respiratórias de pessoas doentes.
Vacina
A vacina BCG é utilizada de preferência logo após o nascimento, em dose única. Não se recomenda reforços da vacina com o objetivo de prevenir da Tuberculose. A vacina previne apenas formas graves da doença, como a meningite-tuberculosa, não tendo atuação na forma mais freqüente, que é a pulmonar. A via de administração é intradérmica e após duas a seis semanas aparece uma pápula (pequeno caroço) avermelhada no local de aplicação, que tende a regredir e deixar uma pequena cicatriz. As reações adversas mais comuns ocorrem no local de aplicação da vacina. Em 10% dos casos pode ocorrer uma ulceração com cicatrização lenta. Pode ocorrer também adenomegalias axilares próximo ? aplicação que pode evoluir para supuração. A vacina é contra-indicada em pessoas com imunodeficiências e em casos de reação alérgica grave após a aplicação da vacina.
Doença viral, extremamente contagiosa, transmissível através de contato com pessoas doentes. Caracterizada por febre, mal-estar e erupções cutâneas vesiculares em todo o corpo, com duração média de 10 dias. As complicações, como infecções secundárias e formas mais graves (pulmonar e hemorrágica), podem ocorrer em todas as faixas etárias, sendo mais prevalentes em adolescentes e adultos. O Herpes Zoster é causado pelo vírus da Catapora e ocorre por uma reativação ou segunda exposição a este; é localizado e ocorre principalmente em idosos.
Vacina
A vacina é composta pelo vírus atenuado, existe apenas como componente único, embora existam perspectivas de que a combinação com outras vacinas, a exemplo da tríplice viral, esteja disponível em breve. A vacina é feita com um ano de idade e o reforço, aos 4 anos. A partir de 13 anos, o esquema básico é composto por duas doses, com intervalo de quatro a oito semanas. A proteção total é conferida pela vacina é estimada em 80 a 90% dos casos e 100% para formas graves. Além das crianças devem ser vacinados adultos sem história da doença. Por ser vacinas de vírus vivo atenuado não deve ser utilizada em pessoas com doenças que apresentem deficiências da imunidade, como leucemias (somente pode ser aplicada a partir de um ano de remissão da doença e com orientação médica), linfomas, portadores do HIV ou imunodeficiências congênitas, pessoas com uso crônico de corticoesteroides, entre outras. Também não deve ser utilizada na gravidez. As reações colaterais são erupção cutânea semelhante ? Varicela (em geral menos de 50 lesões), que aparecem de 5 a 21 dias após a vacinação, febre e reações locais passageiras. Algumas viroses como a varicela e o uso simultâneo de AAS (ácido acetil salicílico), pode-se associar a Síndrome de Reye (encefalopatia). Por esta razão deve-se evitar esta medicação por seis semanas após a vacinação.