Em nota recente a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) do Governo da Bahia confirmou a ocorrência de um surto de Coqueluche em Feira de Santana. A Divep informou que, até o fim de outubro, foram notificados 357 casos de coqueluche no estado, sendo que o maior número de casos ocorreu em crianças menores de 1 ano (52%), seguido de maiores de 20 anos – 20 casos (22%). Dos casos confirmados, 51% foram procedentes do município de Feira de Santana, no interior da Bahia.
A Coqueluche é uma doença infecciosa, transmissível, que compromete o aparelho respiratório e se caracteriza por consecutivos surtos de tosse seca. Nos recém-nascidos e lactentes a doença pode ser mais grave, e a medida mais eficiente para proteção de adultos e crianças é a vacinação. O uso da vacina pelas pessoas que cuidam dos bebês (pais, avós, irmãos, babá, entre outros) é fundamental para a proteção destes, uma vez que são estas pessoas que transmitem a bactéria. Esta vacina está disponível nas duas unidades do SEIMI – Itaigara e Vilas do Atlântico.
Saiba mais sobre a Coqueluche
Causada pela bactéria Bordetella pertussis, a sua transmissão ocorre pelo contato direto com a pessoa doente, através das gotículas eliminadas por tosse, espirro ou ao falar. Os principais sinais e sintomas são, na primeira fase, coriza, tosse seca, surtos de tosse e febre baixa, e na segunda fase o doente apresenta tosse paroxística, protrusão da língua, congestão facial, cianose, guincho, apneia e vômitos.
A partir da Coqueluche podem ocorrer complicações como: pneumotórax, enfisema, ruptura de diafragma, encefalopatia, surdez, convulsão, desnutrição, desidratação, hemorragias subdurais e conjuntivais, hérnia, conjuntivite, edema de face, epistaxe, otite, coma, e até a morte do doente.
Confira o alerta feito pela Divep:
“Qualquer pessoa (crianças, adolescentes e adultos) que apresente sintomas de Coqueluche (coriza, tosse seca, surtos de tosse e febre baixa por 14 dias ou mais, independente da idade e estado vacinal) deve procurar IMEDIATAMENTE atendimento médico. O diagnóstico precoce e a instituição do tratamento, contribui para a prevenção de complicações, óbitos e a interrupção da cadeia epidemiológica da doença.”
A equipe de infectologistas do SEIMI está preparada para diagnosticar e oferecer assistência médica para o tratamento da Coqueluche.