Perguntas Frequentes

01 – Com quanto tempo a pessoa fica protegida após a aplicação de uma vacina? »

R: O desenvolvimento de anticorpos ocorre em média, após 15 dias da aplicação vacinal.


02 – A criança com refluxo gastro-esofágico pode ser vacinada? »

R: Sim, inclusive pode utilizar as vacinas orais.


03 – Existem vacinas que transmitem a doença? »

R: Nenhuma vacina transmite a doença. O que pode ocorrer com algumas vacinas de microorganismos vivos atenuados é uma reação vacinal semelhante a uma forma muito branda da doença.


04 – Pode-se tomar mais de uma vacina no mesmo dia? As reações são maiores? »

R: Várias vacinas podem ser feitas no mesmo dia, desde que autorizadas tecnicamente através de estudos científicos. Elas devem ser aplicadas nas suas apresentações individuais e em locais anatômicos distintos. Sabemos que a aplicação simultânea de vacinas não aumenta os eventos adversos.


05 – Quais as contra indicações para fazer uso de vacinas? »

R: A primeira contra indicação é alergia a algum componente da vacina. Para avaliar esta condição, quando você vai se vacinar no SEIMI,responderá a um questionário prévio, que abrange as possibilidades de reações alérgicas às vacinas. A utilização de vacinas de bactérias ou vírus vivos atenuados devem ser contra indicadas ou administradas com cautela em pessoas com: 1- Imunodeficiências: ▪ Congênita ▪ Adquiridas: neoplasias, tratamento com corticóides em doses imunossupressoras, transplantados de medula e órgãos sólidos, etc. 2- Gravidez – risco teórico de danos ao feto, salvo em situações de alto risco de exposição a algumas doenças virais imunopreveníveis, como a febre amarela; 3- Doenças agudas febris graves. 4- Transfusão de sangue e derivados.


06 – O que fazer se a dose de uma vacina não for aplicada no intervalo de tempo programado? »

R: Completa-se o esquema, não é preciso recomeçar do zero. Toda dose de vacina administrada é aproveitada em função da memória imunológica do indivíduo e por esta razão só há necessidade de completar o restante do esquema vacinal. Exceção é a vacina contra cólera, pois se o intervalo entre as doses não for respeitado o esquema deve ser recomeçado. Do mesmo modo a antecipação de uma dose de vacina só é válida se essa dose for realizada até 4 dias antes do intervalo mínimo preconizado.


07 – Quanto tempo após tomar uma vacina é possível engravidar sem risco? »

R: Só existem restrições para engravidar com as vacinas do tipo viral atenuado como rubéola, varicela (catapora) e febre Amarela. A gravidez só deve ocorrer 30 dias após a vacinação. Para as demais, não existem contra-indicações.


08 – Em uma gestante, que vacinas são contra indicadas? »

R: Na gravidez as vacinas que devem ser utilizadas rotineiramente são: tétano, gripe e hepatite B. Outras vacinas inativadas podem ser aplicadas se houver indicação. As vacinas atenuadas são contra-indicadas em gestantes (Tríplice Viral, Varicela e Febre Amarela). Em situações especiais de risco algumas vacinas atenuadas podem ser aplicadas, sempre avaliando risco-benefício da vacinação. A vacinação da gestante contra pertussis, com a vacina tríplice acelular do adulto, pode ser utilizada para proteger o recém nascido contra coqueluche. Na gravidez as vacinas que devem ser utilizadas rotineiramente são: tétano, gripe e hepatite B. Outras vacinas inativadas podem ser aplicadas se houver indicação. As vacinas atenuadas são contra-indicadas em gestantes (Tríplice Viral, Varicela e Febre Amarela). Em situações especiais de risco algumas vacinas atenuadas podem ser aplicadas, sempre avaliando risco-benefício da vacinação.A vacinação da gestante contra pertussis, com a vacina tríplice acelular do adulto, pode ser utilizada para proteger o recém nascido contra coqueluche.


09 – Se a vacina de BCG não deixar cicatriz, é preciso aplicar novamente a vacina? »

R: Necessariamente, não. Porém, este é uma situação que deve ser avaliada individualmente pelo médico.


10 – Qual a diferença da vacina Sabin e Salk? »

R: A diferença entre a vacina Sabin e Salk é que a Sabin é ministrada via oral, obtida a partir do vírus vivo atenuado, induz maior imunidade de mucosa, tendo a vantagem de ser de fácil administração. Contudo, a Sabin raramente pode levar a paralisia como evento adverso. Enquanto a Salk é uma vacina injetável e obtida a partir do vírus mortos, tendo como evento adverso dor no local da aplicação. Ambas são eficazes.


11 – Por que a vacina contra Rotavírus não deve ser aplicada fora das faixas etárias preconizadas? »

R: A vacina contra Rotavírus não deve, de forma alguma, ser aplicada fora das faixas etárias estabelecidas, porque nos estudos realizados com a vacina anterior, foi documentado um maior risco de invaginação intestinal em crianças que utilizaram a vacina fora da faixa etária preconizada. As duas vacinas atualmente em uso foram avaliadas em faixas etárias bem estabelecidas, o que deve ser rigorosamente respeitado.


12 – É preciso algum intervalo entre a vacina do Rotavírus e outras vacinas, quando não aplicadas no mesmo dia? »

 R: Se a outra vacina for viral atenuada oral (Sabin), elas podem ser aplicadas no mesmo dia ou com qualquer intervalo de tempo entre elas. Se a(s) outra(s) vacina(s) for(em) do tipo viral atenuada parenteral (tríplice viral, varicela, febre amarela), elas podem ser feitas no mesmo dia ou com qualquer intervalo de tempo em relação à vacina de rotavírus. Se a(s) outra(s) vacina(s) for(em) vacina(s) do tipo inativadas (DTPa, Salk, hepatite A, hepatite B, Haemophilus influenzae B, meningococo, pneumococo,etc), elas podem ser aplicadas no mesmo dia ou com qualquer intervalo de tempo em relação à vacina de rotavírus.


13 – Qual a diferença entre vacina DPT convencional e acelular? »

R: A vacina DPT (tríplice bacteriana) protege contra difteria, tétano e coqueluche. A DPT convencional utiliza na sua preparação a bactéria da coqueluche inteira. A acelular utiliza componentes purificados da bactéria e pode ter uma apresentação infantil (DTpa) e adulto (dTpa) . Essas vacinas se constituem a base de combinação de vacinas e por isso em geral são utilizadas conjuntamente na mesma aplicação com outras vacinas como hepatite B, Salk, H influenzae, etc.


14 – Após uma exposição ao vírus da varicela, existe indicação de se tomar a vacina? »

R: Sim, até 72 horas após o contágio. Neste caso, a vacina pode evitar ou atenuar a doença.


15 – Por que não se pode usar o AAS quando se faz uso da vacina contra varicela? »

R: Deve-se evitar o uso de salicilatos, como a aspirina, até seis semanas após a aplicação, porque esta associação pode causar a síndrome de Reye (inflamação cerebral e hepática), doença rara, que pode ser letal.


16 – O que fazer se a pessoa já tomou a vacina de febre amarela, mas não lembra a data? »

R: Na ausência ou dúvida da informação o indivíduo tem que fazer a revacinação. Por essa razão a vacina de febre amarela só deve ser aplicada em locais credenciados para tal como no Posto de Saúde (serviço público) ou em Clinica Privada credenciada pela ANVISA e pela SBIM. No ato da aplicação deve ser registrado o fabricante, data da aplicação, lote e validade do produto. Somente com esses dados é possível fazer o registro no “cartão amarelo”, que é exigido para o viajante entrar em alguns países, conforme recomendação do Regulamento Internacional de Saúde. Quando necessário a revacinação deve ocorrer após 10 anos da dose anterior.


17 – Qual a diferença entre as vacinas contra pneumococo? »

R: As vacinas contra a bactéria conhecida como pneumococo podem ser conjugadas ou polissacarídicas. As vacinas conjugadas disponíveis no momento são a 10 e a 13 valente, com os respectivos números de sorotipos do pneumococo. As vacinas conjugadas são utilizadas na rotina a partir dos 2 meses de vida, com a vantagem de induzirem memória imunológica e protegerem não só o indivíduo vacinado como também outras pessoas da comunidade, porque evitam o estado de portador dessa bactéria em orofaringe na pessoa vacinada. A vacina 10 valente é recomendada até 23 meses de idade e a vacina 13 valente até 5 anos de idade. Sempre que possível o esquema primário deve ser feito com a mesma vacina.


18 – A vacina da gripe pode causar gripe? »

R: Não. A vacina é do tipo inativada (vírus mortos), contendo partículas virais, portanto, não há como ela causar um quadro gripal. O que muitas vezes ocorre é o fato das pessoas se vacinarem no momento em que outros vírus respiratórios (que causam o resfriado comum) ou mesmo o vírus da gripe (Influenza), já estão no organismo da pessoa no chamado período de incubação. Desta forma, o resfriado comum ou a gripe pode se apresentar clinicamente logo após a vacinação.