Nesta sessão você vai encontrar informações sobre as doenças que são preveníveis por vacina e as características das respectivas vacinas que podem ser encontradas isoladamente ou combinadas.
O SEIMI dispõe de todas as vacinas indicadas para a criança, o adolescente, o adulto e o idoso, previstas nos Calendários Vacinais propostos pelo Programa Nacional de Imunizações/ Ministério da Saúde (básico), Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Sociedade Brasileira de Imunização (SBIM) e do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC).

Caxumba

Doença causada por vírus (paramixovirus), caracterizada por tumefação dolorosa das parótidas. Ocasionalmente pode acometer outras glândulas salivares. Além do edema localizado logo abaixo da orelha, uni ou bilateral, ocorre dor ao abrir a boca e para mastigar, febre baixa, anorexia, mal-estar e dores musculares.
A transmissão ocorre através do contato com as secreções respiratórias das pessoas infectadas e os sintomas ocorrem geralmente entre 16 a 18 dias após a infecção, podendo ocorrer entre 12 e 25 dias. As complicações ocorrem com mais frequência em adultos que entre crianças e as complicações graves são raras. Pode causar orquite em homens, caracterizada por edema e dor testicular, que raramente leva a esterilidade. Também pode ocorrer deficiência auditiva, mastite, meningite e pancreatite, entre outras comoplicações.

Vacina

A vacina contra a Caxumba faz parte dos componentes da tríplice viral (Sarampo, Caxumba e Rubéola) ou da quádrupla viral (Sarampo, Caxumba,Rubéola e Varicela), composta por vírus vivos atenuados. É considerada protegida a pessoa que tem duas doses da vacina após o primeiro ano de idade, sendo recomendada a utilização da segunda dose o mais precocemente possível entre dois e quatro anos. A vacina é segura e raramente ocorrem eventos adversos como dor, edema e vermelhidão local. Raramente, pode ocorrer febre, mal-estar e exantema de curta duração, relacionado ao componente sarampo, rubéola ou varicela.
A vacina Quádrupla Viral – constituída pela combinação da vacina tríplice viral com a vacina contra varicela – é uma opção quando coincidir a indicação dessas duas vacinas para menores de 12 anos. Riscos aumentados para febre alta e ocorrência mais frequente de exantema após a primeira aplicação dessa vacina combinada devem ser considerados.
Como é uma vacina que na sua composição tem vírus vivo atenuado, não deve ser utilizada nas mulheres grávidas, e a gravidez deve ser evitada até 30 dias após a vacinação. Mulheres que estão amamentando também devem evitar o uso da vacina. Pessoas com alguma imunodeficiência imunológica, em uso de quimioterapia ou altas doses de corticoide, devem ser submetidas a uma triagem médica antes da vacinação.
Pessoas que utilizarem sangue ou hemoderivados devem aguardar entre três e 11 meses para utilizar a vacina, dependendo do produto utilizado e da dosagem.

Coqueluche

Doença respiratória causada pela bactéria Bordetella pertussis, altamente contagiosa, transmissível de pessoa a pessoas através da secreção respiratória. É mais comum na infância, mas pode ocorrer em adolescentes e adultos. A característica principal da doença é a tosse intensa que ocorre em surtos. A duração pode chegar a quatro semanas e podem ocorrer complicações, como broncopneumonia e otite. O tratamento é feito com antibióticos.
Os lactentes adquirem a doença com pessoas mais velhas com as quais tem contato, como pais, irmãos, cuidadores, e podem desenvolver quadros graves da doença.

Vacina

A vacina contra Coqueluche é representada pelo componente “Pertussis” da tríplice bacteriana (DTP – Difteria, Tétano e Coqueluche) da criança e do adulto. Na infância o esquema vacinal é composto de 5 doses (2º, 4º, 6º e 15º mês e entre 4 e 6 anos). Existem duas formulações da vacina para esta faixa etária, a DTPw (de células inteiras) e a DTPa (acelular), sendo que esta última causa eventos adversos com menos frequência e intensidade, com eficácia semelhante. A DTPa também permite a combinação com outras vacinas como a poliomielite inativada e hepatite B, sem adicionar injeções ao esquema.
A proteção para coqueluche, difteria e tétano desaparece com o tempo. Todo adulto acima de 19 anos que não utilizou reforço com a tríplice bacteriana deve fazer um dos reforços indicados a cada 10 anos com esta vacina que está disponível no Brasil em clínicas privadas de imunização. O reforço com o componente coqueluche tem como objetivo a proteção individual e também reduzir a possibilidade de transmissão da doença para lactentes.
A vacina é segura, mas pode causar, em um percentual pequeno, casos de dor, edema e vermelhidão no local da aplicação, assim como febre, nas primeiras 48 horas após a utilização. A utilização da DPT acelular reduz este tipo de reação. Reações mais graves são extremamente raras. É contra-indicada em casos de reação alérgica aos componentes da vacina e para aqueles que tiverem apresentado reações graves e de hipersensibilidade após administração prévia da vacina.

Difteria

É uma doença causada por uma toxina bacteriana, transmissível de pessoa a pessoas através da secreção respiratória. A forma respiratória da doença é a principal e mais grave, caracterizada por dor de garganta, febre baixa e uma membrana aderente nas amídalas, faringe ou nariz. As principais complicações são: miocardite, polineurites e obstrução das vias respiratórias. Mais frequente em crianças, atualmente existe registros de muitos casos em adultos, devido a não utilização das doses de reforço da vacina que devem ser utilizadas a cada 10 anos.

Vacina

A vacina contra Difteria faz parte da tríplice bacteriana (DTP – Difteria, Tétano e Coqueluche) ou da dupla bacteriana (DT- Difteria e Tétano). Na infância o esquema vacinal é composto de cinco doses (2º, 4º, 6º e 15º mês e entre 4 e 6 anos). Existem duas formulações da vacina para esta faixa etária, a DTPw (de células inteiras) e a DTPa (acelular), sendo que esta última causa eventos adversos com menos frequência e intensidade, com eficácia semelhante. A DTPa também permite a combinação com outras vacinas como a poliomielite inativada, hepatite B, sem adicionar injeções ao esquema.
A proteção para coqueluche, difteria e tétano desaparece com o tempo, sendo indicado um reforço a cada 10 anos com a dupla bacteriana, sendo que um destes reforços deve ser feito com a tríplice bacteriana para proporcionar proteção para coqueluche.
A vacina é segura e pode causar, em um percentual pequeno de casos, dor, edema e vermelhidão no local da aplicação, assim como febre, nas primeiras 48 horas após a utilização. A utilização da DPT acelular reduz este tipo de reação. Reações mais graves são extremamente raras. É contra-indicada em casos de reação alérgica aos componentes da vacina e para aqueles que tiverem apresentado reações graves e de hipersensibilidade após administração prévia da vacina.
Doença hemolítica do recém-nascido – imunoglobulina anti – Rh

Febre Amarela

Doença viral aguda, causada por um Flavivírus, pode apresentar desde formas leves a moderadas (90% dos casos) até formas muito graves. Caracterizada pela presença de febre alta de início, dores musculares, mal-estar geral e aparecimento posterior de diarréia, vômitos, icterícia (olhos e pele amarelados) e sangramentos. Existem as formas silvestre e urbana da doença, na primeira, a transmissão se dá através do mosquito do gênero Haemagogus e Sabeths e, na segunda, pelo Aedes aegypti (também transmissor do vírus da Dengue). A forma urbana foi erradicada do Brasil em 1942, já a forma silvestre não pode ser erradicada em função da sua dinâmica epidemiológica e acontece em várias regiões do Brasil. A transmissão ocorre apenas através da picada dos mosquitos, não existindo transmissão inter-humana.

Vacina

É composta por vírus vivo atenuado e é considerada segura e eficaz na prevenção da Febre Amarela. É indicada no calendário básico de imunização a partir de 9 meses de idade em dose única, com reforço a cada 10 anos, para pessoas que moram ou vão viajar para áreas de risco, segundo o Ministério da Saúde, que podem ser consultadas no link: (http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/mapa_acrv_asrv_2010_2011_final.pdf.
Viajantes para países onde existe risco de transmissão da febre amarela devem utilizar a vacina caso não a tenham utilizado ou a última dose tenha sido utilizada a mais de 10 anos. Para conhecer quais são estes países consulte o link: http://wwwnc.cdc.gov/travel/yellowbook/2012/chapter-3-infectious-diseases-related-to-travel/yellow-fever#1948.
As reações adversas mais comuns são mal-estar, febre baixa, dores musculares e cefaleia. Reações graves, como “doença neurológica associada vacina” (a mais comum é a encefalite) ou “visceralização” são muito raras. É contra-indicada em pessoas alérgicas a algum componente da vacina, em crianças menores de seis meses de idade e em pessoas com alguns tipos de imunodepressão. Estas últimas necessitam de uma orientação médica para avaliação do custo benefício para o uso da vacina.
Deve ser utilizada com precaução em crianças entre 6 e 8 meses, maiores de sessenta anos, na gravidez e na amamentação.

Gripe (Influenza)

Doença causada pelo vírus Influenza, transmissível através de contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas. Caracterizada por febre, mal-estar, cefaléia e dores musculares, além de congestão nasal, tosse seca e dor de garganta. Complicações como pneumonia, bronquite e sinusite são mais comuns em crianças pequenas e idosos, assim como em portadores de imunodeficiência e portadores de doenças crônicas.
O vírus influenza A H1N1, causador da chamada gripe suína ou gripe A, causou uma pandemia em 2009. A partir daí o H1N1 passou a compor as vacinas para gripe em todo o mundo.
A quadro clínico da gripe A é muito semelhante as demais infecções pelo vírus influenza.

Vacina

A vacina é composta por cepas do vírus Influenza, incluindo H1N1, H3N2 e um vírus influenza B. A composição pode ser alterada anualmente com base nos principais vírus em circulação do ano anterior. Pode ser utilizada a partir de 6 meses de idade, sendo especialmente indicada para crianças, mulheres grávidas e adultos com doenças crônicas pulmonares (incluindo asma grave), cardiopatias, diabetes mellitus, anemia falciforme, neuropatas crônicos entre outras, assim como profissionais de saúde. Mesmo as pessoas hígidas podem ser beneficiadas com o uso da vacina. Em crianças menores de 9 anos, que se vacinam pela primeira vez, o esquema de vacinação é composto por duas doses, com intervalo de 30 dias. A partir do segundo ano de vacinação, é utilizada apenas uma dose. Acima de 9 anos, o esquema é de apenas uma dose anual. A vacina deve ser repetida anualmente, devido a queda do nível de anticorpos e também a mudança na composição que é atualizada periodicamente de acordo com as orientações da Organização Mundial de Saúde.
Após a vacinação, podem ocorrer raramente, febre, dor e vermelhidão no local, com duração de 48 a 72 horas.

Hepatites A e B

As hepatites virais são doenças infecciosas, transmissíveis com evolução aguda ou crônica e que constituem problemas de saúde pública. A hepatite A é transmissível através do consumo de água ou alimentos contaminados e mais raramente por contato interpessoal. A hepatite B é transmissível por contato sexual, contato com sangue e secreções contaminados e da mãe para o filho. Entre outros vírus que causam hepatites, o virus C é transmitido principalmente através do contato com sangue contaminado e não há vacina para sua prevenção.
A hepatite aguda se manifesta por mal-estar geral, náuseas, falta de apetite e vômitos, além de febre na fase inicial e icterícia (olhos amarelados). A forma crônica não é descrita na hepatite A e é importante nas hepatites B e C. A infecção pelos vírus da hepatite podem ocorrer de forma assintomática, sendo o diagnóstico realizado por exames laboratoriais.

Vacina

A vacina contra hepatite A é utilizada a partir dos 12 meses de idade, em esquema de duas doses. A vacina contra hepatite B é utilizada em esquema de três doses (0, 1 e 6 meses), sendo a primeira dose logo ao nascer.
Para as pessoas que não utilizaram a vacina contra hepatite B no primeiro ano de vida existe a apresentação de Hepatite A + B combinadas. A vacina contra hepatite B pode ser utilizada também em apresentações combinadas com outras vacinas, a exemplo da DPT, sendo neste caso utilizado o esquema vacinal com quatro doses.
As vacinas contra a hepatite são seguras e eficazes, podendo ocorrer dor, edema e vermelhidão no local da aplicação e mais raramente, febre.

Herpes Zóster (NOVO)

Também conhecida como cobreiro, é causada pelo vírus Varicela Zóster que também causa a varicela ou catapora.
É caracterizada por uma erupção cutânea dolorosa, com bolhas que podem evoluir para feridas que podem durar algumas semanas. A neuralgia associada pode perdurar por meses ou anos após o quadro cutâneo.
Qualquer pessoa pode desenvolver Herpes Zóster, mas o risco aumenta com a idade, sendo mais frequente em pessoas com idade superior a 60 anos. Pessoas com imunodepressão causada por doenças ou medicamentos também são mais susceptíveis a doença.
O risco de uma pessoa desenvolver um episódio de herpes zoster durante sua vida é estimado em 30%. Nas pessoas maiores de 85 anos, estima-se que uma a cada duas desenvolverá a doença.

Vacina

A vacina é composta pelo vírus atenuado e é indicada pra prevenção do Herpes Zóster e da neuralgia pós-herpética. É recomendada para pessoas acima de 50 anos que já tenham tido varicela ou utilizado a vacina e mesmo as pessoas que já tiveram algum episódio de herpes Zóster. podem utilizar a vacina para evitar recidivas. É utilizada em dose única.
Como é uma vacina que na sua composição tem vírus vivo atenuado, não deve ser utilizada nas mulheres grávidas, e a gravidez deve ser evitada até 90 dias após a vacinação. Mulheres que estão amamentando também devem evitar o uso da vacina.
Pessoas com alguma imunodeficiência imunológica, em uso de quimioterapia ou altas doses de corticoide ou que apresentam algum quadro de doença, devem ser submetidas a uma triagem médica antes da vacinação. Pessoas que utilizarem sangue ou hemoderivados devem aguardar entre três e 11 meses para utilizar a vacina, dependendo do produto utilizado e da dosagem.

Meningococo

Bactéria cujo nome científico é Neisseria meningitidis, tem vários sorogrupos, sendo que cinco causam doenças em humanos (A, B, C, W135 e Y). A doença meningocócica é caracterizada por apresentar formas diferentes como meningite meningocócica e meningococcemia (infecção generalizada ou sepse), podendo ocorrer formas mistas. A forma de meningite se manifesta com febre, cefaléia, náuseas, vômitos e rigidez de nuca; a meningococcemia pode apresentar febre e lesões de pele. A transmissão se dá por contato com secreção respiratória de pessoas infectadas pela bactéria (saudáveis ou doentes).
A epidemiologia do meningococo mostra a substituição dos sorotipos ao longo dos anos. Na Bahia até 2006 predominava o meningococo B e a partir daí passou a predominar o meningococo C, hoje responsável pela grande maioria dos casos. Entretanto dados de isolamento bacteriano mostram a existência de casos causados pelos sorotipos W135 e Y. O sorotipo A é a principal causa de D. meningocócia no cinturão da meningite localizado na África subsaariana.

Vacina

No Brasil existem duas vacinas conjugadas registradas para proteção da Doença Meningocócica, ambas seguras e eficazes. A meningocócica C conjugada pode ser utilizada a partir do segundo mês de vida, com duas doses no primeiro ano, um reforço no segundo ano, entre 12 e 15 meses. Devido a rápida perda de proteção recomenda-se ainda uma dose entre 5 e 6 anos de idade e outra na adolescência. A meningocócica conjugada A,C,W,Y é utilizada a partir dos onze anos de idade, com esquema de duas doses com intervalo de 5 anos. No adulto a recomendação da segunda dose depende da situação epidemiológica onde exista risco aumentado.
Metade das pessoas que utilizam estas vacinas pode desenvolver vermelhidão no local da aplicação e dor. Um pequeno percentual pode desenvolver febre. Reações alérgicas mais sérias que ocorrem poucos minutos a algumas horas após a aplicação da vacina são muito raras.

Papiloma Virus Humano (HPV)

O HPV, sigla em língua inglesa do Papiloma Vírus Humano, é a infecção sexualmente transmissível mais comum. Existem mais de 40 tipos que infectam a região genital masculina e feminina e alguns destes podem infectar a boca e a garganta.
A transmissão do HPV ocorre através de relação sexual nas suas diversas formas ou através de contato entre os genitais, memo que o parceiro infectado não apresente sianis ou sintomas. A pessoa pode apresentar manifestações clínicas da infecção pelo HPV mesmo anos após ter tido relação com parceiro infectado. É importante ressaltar que a maioria das pessoas pode estar infectada e transmitindo o HPV sem saber que é portadora do víus.
Muito raramente a gestante que é portadora de HPV pode transmitir para o bebê durante o trabalho de parto. Neste caso o bebê pode desenvolver um quadro de papilomatose respiratória recorrente, uma condição rara caracterizada por verrugas na garganta.
A maioria das pessoas que se infectam com o HPV não desenvolvem doenças relacionadas ao vírus, uma vez que em 90% das pessoas o sistema imunológico consegue conter o vírus. O restante das pessoas podem desenvolver doenças relacionadas ao HPV. A condição mais frequente são as verrugas genitais, também conhecidas como condiloma, tanto no homem quanto na mulher. Mais raramente estas verrugas podem se desenvolver na garganta. Alguns tipos de HPV podem causar cancer, como o cervical (colo do útero) e menos frequentemente outros como vulva, vagina, pênis, ânus e orofaringe.

Vacina

Existem duas vacinas para HPV licenciadas no Brasil, a Gardasil (quadrivalente) e a Cervarix (bivalente), ambas com esquemas vacinais composto de tres doses em seis meses, que protegem para infecção pelo vírus e as condições de saúde que a infecção pode levar. Ambas protegem para cancer de colo de útero. A Gardasil também protege para verrugas genitais, cancer de ânus, vagina e vulva. Ambas estão liberadas para uso em mulheres, sendo a Gardasil para a faixa etária entre 9 a 26 anos e a Cervarix entre 10 e 25 anos. Apenas a Gardasil está liberada para uso em homens (9 a 26 anos).

Rubeola

Doença causada por vírus da família Rubivírus do gênero Togaviridae. É uma doença exantemática, com duração de 3 a 5 dias, caracterizada por febre, mal-estar, adenomegalia cervical, especialmente em região retroauricular e exantema maculo papular. A principal preocupação com a Rubéola ocorre devido a possibilidade de transmissão para o feto, pois quando a mãe é infectada durante a gravidez, podendo ocasionar a Síndrome da Rubéola Congênita. Esta síndrome é mais frequente quando a infecção fetal ocorre no primeiro trimestre da gestação, podendo levar o aparecimento de manifestações graves no recém-nascido, como as oculares, cardíacas e cerebrais.

Vacina

A vacina da Rubeola faz parte dos componentes da tríplice viral (Sarampo, Caxumba e Rubéola) ou da quádrupla viral (Sarampo, Caxumba,Rubéola e Varicela), composta por vírus vivos atenuados. É considerada protegida a pessoa que tem duas doses da vacina após o primeiro ano de idade, sendo recomendada a utilização da segunda dose o mais precocemente possível entre dois e quatro anos. A vacina é segura e raramente ocorrem eventos adversos como dor, edema e vermelhidão local. Raramente, pode ocorrer febre, mal-estar e exantema de curta duração, relacionado ao componente sarampo, rubéola ou varicela.
A vacina Quádrupla Viral – constituída pela combinação da vacina tríplice viral com a vacina contra varicela – é uma opção quando coincidir a indicação dessas duas vacinas para menores de 12 anos. Riscos aumentados para febre alta e ocorrência mais frequente de exantema após a primeira aplicação dessa vacina combinada devem ser considerados.
Como é uma vacina que na sua composição tem vírus vivo atenuado, não deve ser utilizada nas mulheres grávidas, e a gravidez deve ser evitada até 30 dias após a vacinação. Mulheres que estão amamentando também devem evitar o uso da vacina. Pessoas com alguma imunodeficiência imunológica, em uso de quimioterapia ou altas doses de corticoide, devem ser submetidas a uma triagem médica antes da vacinação.
Pessoas que utilizarem sangue ou hemoderivados devem aguardar entre três e 11 meses para utilizar a vacina, dependendo do produto utilizado e da dosagem.

Sarampo

Doença causada por vírus da família Morbillivirus do gênero Paramyxoviridae, altamente contagiosa e caracterizada por febre alta, acima de 38,5°C, exantema máculopapular generalizado, tosse, coriza, conjuntivite e manchas de Koplik (pequenos pontos brancos que aparecem na mucosa bucal, antecedendo ao exantema). Otite média, pneumonia e encefalite são complicações que ocorrem principalmente em crianças desnutridas.
No Brasil devido a altas coberturas vacinais não se verifica mais casos causados por vírus circulantes no Brasil, os últimos casos registrados foram causados por vírus circulantes em outras partes do mundo especialmente Europa e Japão.

Vacina

A vacina do Sarampo faz parte dos componentes da tríplice viral (Sarampo, Caxumba e Rubéola) ou da quádrupla viral (Sarampo, Caxumba,Rubéola e Varicela), composta por vírus vivos atenuados. É considerada protegida a pessoa que tem duas doses da vacina após o primeiro ano de idade, sendo recomendada a utilização da segunda dose o mais precocemente possível entre dois e quatro anos. A vacina é segura e raramente ocorrem eventos adversos como dor, edema e vermelhidão local. Raramente, pode ocorrer febre, mal-estar e exantema de curta duração, relacionado ao componente sarampo, rubéola ou varicela.
A vacina Quádrupla Viral – constituída pela combinação da vacina tríplice viral com a vacina contra varicela – é uma opção quando coincidir a indicação dessas duas vacinas para menores de 12 anos. Riscos aumentados para febre alta e ocorrência mais frequente de exantema após a primeira aplicação dessa vacina combinada devem ser considerados.
Como é uma vacina que na sua composição tem vírus vivo atenuado, não deve ser utilizada nas mulheres grávidas, e a gravidez deve ser evitada até 30 dias após a vacinação. Mulheres que estão amamentando também devem evitar o uso da vacina. Pessoas com alguma imunodeficiência imunológica, em uso de quimioterapia ou altas doses de corticoide, devem ser submetidas a uma triagem médica antes da vacinação.
Pessoas que utilizarem sangue ou hemoderivados devem aguardar entre três e 11 meses para utilizar a vacina, dependendo do produto utilizado e da dosagem.
Como a cobertura vacinal em muitos países é considerada baixa, o Ministério da saúde orienta que viajantes para países fora das Américas utilizem pelo menos uma dose da vacina. Esta recomendação é estendida para pessoas que mantém contato frequente com turistas estrangeiros como guias turísticos, agentes de viagens, funcionários de hotéis e profissionais do sexo.

Tetano

É uma doença do sistema nervoso, causada por uma toxina bacteriana. É mais comum nas regiões agrícolas dos países em desenvolvimento. A doença é caracterizada por rigidez ou espasmos musculares localizados que se generalizam e são induzidos por estímulos sensoriais. A morte pode ocorrer de 11 a 90% dos casos, dependendo dos recursos técnicos disponíveis em cada país, sendo que as taxas mais elevadas ocorrem nos recém-nascidos (tétano neonatal) e em idosos.

Vacina

A vacina contra Tétano faz parte da tríplice bacteriana (DTP – Difteria, Tétano e Coqueluche) ou da dupla bacteriana (DT- Difteria e Tétano). Na infância o esquema vacinal é composto de cinco doses (2º, 4º, 6º e 15º mês e entre 4 e 6 anos). Existem duas formulações da vacina para esta faixa etária, a DTPw (de células inteiras) e a DTPa (acelular), sendo que esta última causa eventos adversos com menos frequência e intensidade, com eficácia semelhante. A DTPa também permite a combinação com outras vacinas como a poliomielite inativada, hepatite B, sem adicionar injeções ao esquema.
A proteção para coqueluche, difteria e tétano desaparece com o tempo, sendo indicado um reforço a cada 10 anos com a dupla bacteriana, sendo que um destes reforços deve ser feito com a tríplice bacteriana para proporcionar proteção para coqueluche.
A vacina é segura e pode causar, em um percentual pequeno de casos, dor, edema e vermelhidão no local da aplicação, assim como febre, nas primeiras 48 horas após a utilização. A utilização da DPT acelular reduz este tipo de reação. Reações mais graves são extremamente raras. É contra-indicada em casos de reação alérgica aos componentes da vacina e para aqueles que tiverem apresentado reações graves e de hipersensibilidade após administração prévia da vacina.

Varicela

Doença viral, extremamente contagiosa, transmissível através de contato com pessoas doentes. Caracterizada por febre, mal-estar e erupções cutâneas vesiculares em todo o corpo, com duração média de 10 dias. As complicações como infecções secundárias e formas mais graves (pulmonar e hemorrágica), podem ocorrer em todas as faixas etárias, sendo mais frequentes em adolescentes e adultos.

Vacina

A vacina é composta pelo vírus atenuado e existe como componente único, ou compondo a quádrupla viral (Sarampo, Caxumba,Rubéola e Varicela).
É considerada protegida a criança que tenha duas doses da vacina após 1 ano de idade. A vacina pode ser antecipada e utilizada a partir dos 9 meses de idade em casos de exposição domiciliar ou ocorrência de surtos. Nesses casos, a aplicação de mais duas doses após a idade de 1 ano, ainda será necessária.
O intervalo entre as doses é de no mínimo três meses.
A vacina Quádrupla Viral – constituída pela combinação da vacina tríplice viral com a vacina contra varicela – é uma opção quando coincidir a indicação dessas duas vacinas para menores de 12 anos. Riscos aumentados para febre alta e ocorrência mais frequente de exantema após a primeira aplicação dessa vacina combinada devem ser considerados.
Como é uma vacina que na sua composição tem vírus vivo atenuado, não deve ser utilizada nas mulheres grávidas, e a gravidez deve ser evitada até 30 dias após a vacinação. Mulheres que estão amamentando também devem evitar o uso da vacina. Pessoas com alguma imunodeficiência imunológica, em uso de quimioterapia ou altas doses de corticoide, devem ser submetidas a uma triagem médica antes da vacinação.
Pessoas que utilizarem sangue ou hemoderivados devem aguardar entre três e 11 meses para utilizar a vacina, dependendo do produto utilizado e da dosagem.

Pneumococo

É uma bactéria que se chama Streptococcus pneumoniae, causadora de algumas doenças como Meningite, Pneumonia e Otite, que têm manifestações clínicas muito variáveis. Os casos mais graves ocorrem em crianças menores de um ano de idade, maiores de 60 anos e pessoas com doenças crônicas ou com imunodeficiências, incluindo a ausência de baço. O penumococo pode ser transmitido através do contato com secreções respiratórias de portadores da bactéria e que necessariamente não estão doentes. De todas as manifestações clínicas da doença pneumocócica, a meningite é a mais grave com mortalidade elevada, podendo deixar seqüelas bastante limitantes.

Vacina

Existem dois tipos de vacina pneumocócica: as conjugadas e polissacarídicas. As conjugadas são vacinas capazes de induzir resposta imune mais duradoura porque têm a característica de induzir memória imunológica, sendo utilizadas a partir de 2 meses de idade. As polissacarídicas não induzem memória imune e têm uma resposta menos duradoura e só devem ser utilizadas, quando indicadas, em crianças acima de 2 anos de idade.
As vacinas conjugadas disponíveis em nosso meio podem ter 10 e 13 sorotipos de pneumococos. Quanto maior a semelhança desses sorotipos com os sorotipos mais prevalentes, isolados de casos de doença pneumocócica pelos laboratórios de referência (Projeto SIREVA), maior a possibilidade da vacina proteger o indivíduo.
Pessoas com imunodeficiência devem utilizar os dois tipos de vacina. Preferencialmente iniciando o esquema com vacina conjugada seguida da utilização de vacina polissacarídica, sendo indicada avaliação médica nessas situações.
Adultos acima de 50 anos, mesmo sem apresentar nenhuma comorbidade, podem utilizar e se beneficiar da vacina pneumocócica conjugada 13 valente, visando a proteção contra pneumonia e doenças invasivas pelo pneumococo, que são mais comuns nos extremos de idade. Esta indicação foi aprovada pela ANVISA e a vacina está disponível no SEIMI.

Poliomielite (Paralisia Infantil)

Doença causada pelo poliovírus, mais freqüente em crianças. A maioria dos casos é assintomática mas pode ocorrer a paralisia flácida, forma mais grave da doença, que ocorre em pequeno percentual de casos: Os últimos casos de Poliomielite nas Américas ocorreram em 1989 no Brasil e em 1991 no Perú. Como é uma vacina de vírus atenuado, existe a possibilidade, embora rara, de acontecer paralisia pós-vacinal. Apesar da erradicação da doença nas Américas, ainda existem casos em outros países, o que faz com que continue a existir o risco de introdução do vírus no território nacional, motivo pelo qual a vacinação continua sendo indicada.

Vacina

Existem duas vacinas de poliovírus disponíveis: a vacina aplicada por via oral (VOP ou Sabin) constituída de vírus vivo atenuado e a vacina aplicada por via intramuscular (VIP ou Salk) que tem vírus inativados na sua composição. O esquema de vacinação deve ser iniciado com a vacina inativada (VIP ou Salk) e somente após 2 doses dessa vacina a criança deve utilizar vacina atenuada (VOP ou Sabin). Dessa forma o risco de desenvolver paralisia pós-vacinal é bastante reduzido. Em relação à participação das crianças em campanhas nos Dias Nacionais de Vacinação, converse com o pediatra, pois essa orientação pode variar na dependência da convivência da criança com pessoas que apresentam doenças imunossupressoras e dos esquemas prévios de vacinação.

Rotavirus

É considerado a principal causa de gastroenterites e óbito infantil em todo o mundo. A doença se caracteriza por diarréia de início abrupto, vômitos e febre alta, podendo evoluir para desidratação. Os casos mais graves ocorrem em crianças menores de dois anos de idade. É transmissível através do consumo de água ou alimentos contaminados.

Vacina

A vacina contra Rotavirus apresenta um esquema de aplicação, conforme a faixa etária, que deve ser seguido rigorosamente. A sua utilização é unicamente por via oral. É uma vacina segura e eficaz. Existem duas vacinas disponíveis, ambas são utilizadas por via oral, sendo uma delas monovalente (RV1) e a outra pentavalente (RV5). O esquema de vacinação deve ser feito com uma das vacinas, não sendo indicado alternar as vacinas. Contudo, se isso acontecer, o esquema vacinal deve ser completado com 3 doses. Após a vacinação a criança pode apresentar diarreia e sangramento leve, sendo importante comunicar esse ultimo ao pediatra ou médico responsavel pela vacina.

Tuberculose

Doença infecciosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis, endêmica no Brasil, que apresenta várias formas: pulmonar, cutânea, ganglionar, meningite, disseminada entre outras. A manifestação clínica presente na maioria dos casos é febre baixa, vespertina e prolongada, entretanto manifestações específicas acontecem como no caso da forma pulmonar onde a tosse é o principal sintoma. A transmissão ocorre por contato com secreções respiratórias de pessoas doentes.

Vacina

A vacina BCG é utilizada de preferência logo após o nascimento, em dose única. Não se recomenda reforços com essa vacina. A vacina previne apenas formas graves da doença, como a meningite tuberculosa, não tendo atuação na forma mais frequente que é a pulmonar. A via de administração é intradérmica e após duas a seis semanas aparece uma pápula (pequeno caroço) avermelhada no local de aplicação, que evolui para pústula, drenando secreção amarelada que ao regredir deixa uma pequena cicatriz. Se a lesão demorar mais de 3 meses para cicatrizar, reabrir, aparecerem gânglios axilares ou supraclaviculares com área avermelhada, agende uma avaliação médica no SEIMI ou com o pediatra para que sua criança possa ser avaliada. Algumas vezes eventos adversos à vacina BCG acontecem como primeira manifestação de uma imunodeficiciência.