O uso de preservativos  (camisinha) e a manutenção de cuidados de higiene pessoal podem ajudar a diminuir os riscos de muitas infecções  sexualmente transmissíveis (ISTs) como gonorréia, sífilis, herpes, HPV, hepatite, candidíase e a AIDS. Entretanto a forma mais segura de prevenção para algumas desssas doenças como Hepatite B e HPV é a vacinação. Estas duas vacinas estão disponíveis no SEIMI.


A Hepatite B é causada por um vírus sexualmente transmissível e pode permanecer sem sintomas no organismo por muito tempo e é causa de cirrose e câncer de fígado. O HPV, por sua vez, está diretamente associado a 90% dos casos de câncer de colo de útero, e pode causar também o câncer de pênis. No momento, no Brasil, a vacinação contra HPV é indicada para mulheres de 9 a 26 anos com ou sem exposição anterior ao vírus.Em outros países o uso já está liberado para mulheres acima de 26 anos e para homens.

A vacina contra a Hepatite B é indicada a partir do nascimento e pode ser feita em todas as faixas etárias, podendo ser utilizada isoladamente ou combinada com a hepatite A ou outras vacinas.


Saiba mais: 7 questões fundamentais sobre doenças sexualmente transmissíveis

Fonte: UOL Notícias/BR

As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) englobam diferentes patologias, como sífilis, gonorréia e AIDS, afetando homens e mulheres e, até a década de 1980, eram denominadas doenças venéreas.

O termo “grupo de risco” está sendo substituído por comportamento de risco – menos discriminatório e se relaciona com a forma como homens e mulheres praticam ou não o sexo seguro. A seguir, Oskar Kaufmann, urologista, responde questões fundamentais sobre esse tema e apresenta orientações sobre prevenção.

1. O que é uma DST?

Doença sexualmente transmissível é a designação pela qual é conhecida uma categoria de patologias antigamente conhecidas como doenças venéreas. São doenças infecciosas que podem ser disseminadas pelo contato sexual. Algumas podem também ser transmitidas por vias não sexuais, porém, as formas não sexuais de transmissão são menos frequentes.

2. Quais são os números das DSTs no Brasil?

Uma pesquisa recente realizada pelo Ministério da Saúde sugere que mais de 10,3 milhões de brasileiros já tiveram algum sinal ou sintoma de uma doença sexualmente transmissível (DST). Desse total, 18% dos homens e 11,4% das mulheres não buscaram atendimento médico.

Os problemas causados pelas DSTs podem aumentar em até 18 vezes as chances de contrair o vírus da aids (HIV). Em números, no Brasil, as estimativas de infecções de transmissão sexual na população sexualmente ativa são: sífilis (937 mil); gonorreia (1.541.800); clamídia (1.967.200); herpes genital (640.900); HPV (685.400)

3. Quais as DSTs mais comuns?

As DSTs são tidas como um grave problema de saúde pública, por afetarem muitas pessoas. Além disso, os sinais e sintomas são de difícil identificação. Uma das principais preocupações relacionadas às DSTs é o fato de facilitarem a transmissão sexual do HIV. Vários estudos mostram que as doenças sexualmente transmitidas afetam pessoas de ambos os sexos, de todas as raças e de todos os níveis sociais.

Muitos dos casos são epidêmicos, incluindo gonorreia, infecção da uretra não causada pela gonorreia, herpes genital, condiloma, escabiose e infecções na uretra e na vagina causadas por bactérias.

Além das doenças epidêmicas que foram citadas acima, podemos incluir a sífilis, o chato, infecção vaginal e outras. Aids e a hepatite B são transmitidas pelo contato sexual, porém, estas doenças podem também ser transmitidas de outras formas.

Quanto à gravidade, doenças como aids, sem uma vacina ou cura até o momento, hepatite B, que pode se tornar uma doença crônica levando à insuficiência hepática, e a sífilis, que se não tratada pode apresentar um quadro neurológico grave, representam ainda nos dias de hoje grandes desafios.

4. Existe um grupo de risco para as DSTs?

Toda a população sexualmente ativa pode se contagiar. Além disso, o termo “grupo de risco” é discriminatório e está desatualizado, e as chances de infecção são relacionadas mais ao comportamento que à orientação sexual. Desta forma, faz-se necessário substituir o “grupo de risco” para “comportamento de risco” ao se avaliar as chances de contaminação pelas DST.

5. Fora a área genital, os sinais de uma DST podem aparecer em outras regiões do corpo?

Apesar de as doenças venéreas se manifestarem na genitália externa, elas podem atingir a próstata, o útero, os testículos e outros órgãos internos. Algumas dessas infecções causam apenas uma irritação local, coceira e uma leve dor, porém, a gonorreia e clamídia podem causar infertilidade em mulheres.

6. Pais infectados podem transmitir a doença para seus filhos?

As DSTs, quando acometem gestantes, podem atingir o feto durante seu desenvolvimento, causando-lhe lesões. Podem, também, provocar uma interrupção espontânea da gravidez (aborto), determinar uma gravidez ectópica (fora do útero) ou, ainda, causar o nascimento de crianças com más-formações graves. Durante o parto, podem atingir o recém-nascido, causando doenças nos olhos, pulmões, entre outros problemas.

7. Quais são os tratamentos mais modernos para tratar os diferentes tipos de DSTs?

Apesar de os tratamentos para as DSTs, hoje em dia, serem baseados no antibiótico, devem-se adotar medidas que visem não só ao tratamento da infecção clínica como à remoção das lesões em muitos pacientes. Depende do paciente e da condição.

Medidas adjuvantes são necessárias para se lograr um melhor resultado: ênfase na adequada higiene, geral e genital, tratamento de patologias associadas, em especial infecções genitais, investigação e tratamento das parceiras e parceiros sexuais e abstenção das relações sexuais durante o período de tratamento. O uso regular de preservativos nas relações sexuais é uma recomendação fundamental a todos os portadores ou não de DSTs.